Após denúncia do MP, oposição tenta ‘costurar aliança’ com vice-prefeito em Madre de Deus

A posição tenta uma aliança com a 2ª maior bancada na casa de leis. A base governista não deu sinal positivo sobre o assunto.

(Foto:Reprodução) Centro Administrativo de Madre de Deus.

No clima de São João, as fogueiras estão acesas nos bastidores da política em Madre de Deus.A festa junina mascarou as articulações, mas longe dos holofotes, a oposição tenta  ‘costurar uma aliança’ com o vice-prefeito Jailton Polícia (PRB), desde que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil público para investigar um suposto esquema de “enriquecimento ilícito” praticado na Câmara de Vereadores de Madre de Deus, durante os anos de 2010 e 2012.  Envolvendo, o atual prefeito Jeferson Andrade Batista, o vereador Anselmo Duarte Ambrozi da Silva, secretário municipal de esporte, Jibson Coutinho de Jesus; o chefe de Gabinete da Câmara, Adailton Cosme dos Santos e à assessora municipal Tânia Mara Pitangueira .O MP pediu o afastamento imediato dos cargos que eles ocupam atualmente.

A oposição sinaliza interesse de criar uma nova bancada na câmara liderada pelo vice-prefeito, comenta em reserva, um  vereador da bancada oposicionista. Segundo o parlamentar, a tentativa é de formar uma aliança com a segunda maior bancada na casa de leis. A intenção dos opositores, é de alinhar o discurso com o PRB criando uma nova força suprapartidária no legislativo municipal, com perspectivas de derrubar o atual mandatário.  O PRB conta na câmara com os vereadores Paulinho de Nalva, Joyce Filha de Seu Hélio, e com a líder do governo, Jodiane Alves.

A maior bancada na câmara é formada pela oposição, é composta pelo vereador Val Peças (PSL), Juscelino Silva (PPS) e Kikito Tourinho (PPS). Apesar do vereador Pastor Melk (PPS) fazer parte da bancada, na prática,  ele não está alinhado com o bloco oposicionista.

Longe dos holofotes, os discursos e manobras políticas reacendem a esperança da oposição de mudar o comando da prefeitura municipal. Ironicamente, a intenção da oposição de criar uma aliança com a base do governo, remete uma antiga articulação entre vereadores da oposição e situação.  Em 2010, Jeferson Andrade e Adailton do Suape estavam na oposição. Enquanto Jibsom Coutinho, Anselmo Duarte e Tânia Pitangueira caminhavam com governo. Aquela ofensiva, mudou a configuração política em Madre de Deus. Na ocasião, a costura entre vereadores da oposição e situação, ficou conhecida como o “quinteto”. A manobra foi tão ousada, que  pelo menos dois,  entre os cinco envolvidos, costumavam afirmar de forma categórica que foram responsáveis pela articulação que mudou o cenário político municipal. No entanto, após a denúncia do MP, os agentes políticos envolvidos nessa articulação perderam o interesse em superestimar o acordo.